Categoria: Atletismo Escrito por Ricardo Erlich
Tradicional palco das corridas de rua no Rio de Janeiro, o Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, mais conhecido como Aterro do Flamengo, receberá corredores de todas as idades no dia 18 de novembro durante a sétima edição da CORRIDA DAS ACADEMIAS CAIXA. Serão cerca de quatro mil entusiastas correndo lado a lado nas provas de 6 km de caminhada ou corrida, e 10 km de corrida.
Com um curriculum de invejar qualquer profissional do atletismo, Robson Caetano, nosso medalhista Olímpico em Seul (1988) e Atlanta (1996), já confirmou sua ilustre presença no evento. Aposentado das pistas de atletismo desde 1999, um dos mais renomados heróis da nação verde e amarela será o padrinho de provas das disputas do dia 18 e promete esquentar a confraternização dos corredores que o admiram por suas conquistas mundiais e sul-americanas.
“O Robson é um grande exemplo de perseverança e inclusão pelo atletismo. Sua presença, energia e alegria são contagiantes, e geram um retorno super positivo para a prova. Os participantes e público em geral identificam-se muito com ele, que é um dos ícones do esporte”, diz Carlos Sampaio, um dos organizadores da prova.
As inscrições ainda estão abertas, mas as vagas vêm sendo preenchidas rapidamente. Para os interessados em participas da CORRIDA DAS ACADEMIAS CAIXA, o endereço eletrônico é o www.webrun.com.br. O prazo para a inscrição vai até o dia 08 de novembro, ou até esgotarem as vagas.
As crianças não vão ficar de fora da festa!
Assim como Robson Caetano, que no início de sua carreira treinava no Estádio de Atletismo Célio de Barros, as crianças de 3 a 14 anos de idade não ficarão de fora dessa festa. Uma semana antes do evento dos adultos, os pequenos corredores entrarão em cena nesse mesmo palco durante a CORRIDA DAS ACADEMIAS KIDS, no dia 11 de novembro.
Serão sete categorias distribuídas de acordo com a idade dos corredores mirins. As inscrições para a CORRIDA DAS ACADEMIAS KIDS se encerram no dia 04 de novembro, ou até esgotarem as vagas, e podem ser realizadas através do site www.webrun.com.br ou nos seguintes locais:
Lojas Run Shop
Rua Visconde de Pirajá 580 - loja 217 - Ipanema
Av. Ataulfo de Paiva 1321 - loja C - Leblon
Loja de Tênis
Rua Senador Vergueiro 238 - loja B - Flamengo
A CORRIDA DAS ACADEMIAS CAIXA é uma realização de Spiridon Eventos, com o patrocínio da CAIXA e Governo Federal, e apoio da Prefeitura do Rio.
Última atualização em Terça, 30 Outubro 2012 11:38
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Categoria: Atletismo Escrito por Ricardo Erlich
Já estão abertas as inscrições para a 2ª edição da EMBRATEL RIO UP RUN, a prova de corrida de rua que levará cerca de mil e quinhentos participantes ao coração das comunidades da Babilônia e Chapéu Mangueira no dia 04 de novembro. Repetindo o feito do ano passado, os organizadores do evento oferecem uma clínica de treinamento pré-prova. No dia 21 de outubro será realizada a simulação do percurso oficial de 8 km, que tem largada partindo da tradicionalíssima Avenida Atlântica, em Copacabana.
Essa clínica beneficiará tecnicamente os interessados em participar da prova, já que os corredores enfrentarão um percurso cheio de obstáculos por dentro das comunidades onde passará. Serão muitas vias estreitas, escadarias íngremes, ladeiras de paralelepípedos e trechos sem asfalto em meio às casas das comunidades. O encontro para a simulação será as 07:30h, na Praça do Leme.
“A Embratel Rio Up Run é uma prova totalmente integrada com as comunidades do Alto Leme. O evento, que começou com uma ideia da própria comunidade, amadureceu e se transformou numa parceria harmoniosa e muito positiva para todos os envolvidos: moradores, corredores e organizadores. Além de uma prova de corrida diferente das tradicionais, a Embratel Rio Up Run gerou amizades impensáveis antes da Pacificação. Essa energia bacana pode ser sentida por todos que participam do evento”, diz Pedro Rego Monteiro, um dos organizadores da festa.
Orgulhosamente carregando o título de primeira corrida a ser realizada em comunidades pacificadas do Rio de Janeiro, a EMBRATEL RIO UP RUN novamente se preocupará em trazer benefícios para os moradores locais. Os corredores das comunidades que já contam com a presença de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) terão inscrições gratuitas. As vagas já estão abertas aos corredores na Associação dos Moradores da Babilônia e são limitadas.
Última atualização em Sexta, 19 Outubro 2012 19:43
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Categoria: Atletismo Escrito por Ricardo Erlich
Em todo mês de agosto na cidade maravilhosa acontece uma das corridas, mas esperadas do ano, a Meia Maratona Internacional do Rio que reuniu 19 mil participantes que percorreram 21 km da praia de São Conrado até o Aterro do Flamengo. O sol se fez presente e colocou uma dificuldade a mais para testar seus participantes.
Enquanto muitos corredores estavam lá para uma grande festa, outros vieram com a intenção de brigar pelo pódio da prova. Na disputa Brasil x África, quem levou a melhor foram os africanos. No masculino o vencedor foi o queniano Wilson Erupe (01h01min) seguido pelo compatriota Mark Corir e pelo brasileiro Solonei da Silva.
Já no feminino, quem triunfou foi a também queniana Paskalia Chepkorir batendo o recorde da prova com 01h07min seguida pelas também quenianas Eunice Kirwa e Rumokol Chepkanan. A melhor brasileira foi a Cruz Nonata que chegou em quarto lugar. Os dez primeiros ganharam troféu e premiação em dinheiro.
Esta sem dúvidas é uma meia maratona diferenciada das demais que tem aqui no Rio. É a única televisionada em TV aberta o que já atraí uma grande quantidade de pessoas de outros estados do Brasil a vir correr com diversas figuras que se fantasiam com traços regionais ou se vestem de super-heróis, mostrando de fato que a corrida é um esporte popular.
Para esta prova, fui caminhando com o aniversariante do dia, meu amigo Rodrigo Damasceno e antes de acharmos um ponto para aguardar a largada, pedi a benção para o “Papa das corridas”, uma figura sempre presente nas grandes provas. Ficamos próximo onde estavam as placas sempre presente de Cerquilho – SP o momento de começarmos a correr.
A largada foi dada pontualmente e por pouco a minha corrida poderia ter acabado por ali. Alguns corredores mal educados soltaram a grade se achando os maiorais e ela por muito pouco não caiu em cima de mim. Rapidamente dois staffs vieram para recolocá-la em seu lugar e impedir que mais corredores usassem este “atalho”.
Passado o susto, era hora de começar a correr e logo tínhamos a subida da Avenida Niemayer. Havia uma casa promovendo uma festa no local e tocando reggae bem alto. Alguns corredores aproveitavam o local para dar uma mijada e eram chamados a atenção por outros que passam. A organização disponibilizou uma grande quantidade de banheiros antes da prova em que eles poderiam ter aproveitado o local. Mas não vi nenhum pelo caminho e isso pode ser melhorado no ano que vem.
Ao chegarmos próximo a entrada do Vidigal, começava a ali ter algo que só nesta prova em especial se tem aqui no Rio, o apoio dos populares. Eram crianças, adultos e gente da terceira idade gritando palavras de incentivo aos corredores que passavam. Sem dúvidas é algo para dar um gás a mais para que possamos buscar o nosso melhor.
E esse apoio se seguiu pelas praias do Leblon, Ipanema, Copacabana onde tive o apoio dos meus pais que estavam no caminho, bem como dos professores da minha academia e colegas da Street Runners. Nessas alturas, meu ritmo era constante, me poupando um pouco do calor bem como aguardando vir a segunda metade da prova e ver se seria possível melhorar meu ritmo. Nesse ponto também, muita propaganda política poluindo visualmente e inclusive um candidato colocou um grupo de 5 pessoas para correr e divulgar seu número,
Mas ao chegar a Botafogo, o calor só aumentava e a solução passou a ser manter um ritmo agradável e curtir a prova. Nessas alturas, alguns fantasiados já estavam sem suas mascaras e outros agoniados para acabar. No 15o km, já era possível ver a linha de chegada do outro lado seguindo a dica do professor Pedro Mesquita, mantive a calma e segui adiante.
Na altura do 17o km, uma cena me chamou a atenção. Havia uma mulher sendo seguida por um grupo de homens e não eram poucos. Quando fui ver, a figura estava usando uma roupa bem curta e ai entendi o que estava acontecendo. Parecia a “corrida dos espermatozoides” para fecundar o óvulo. Mais adiante, tinha outro doido fora da prova andando de skate e tocando violão ao mesmo tempo.
Já no 19o km, hora da verdade e momento de usar as reservas e concluir a prova. Busquei minhas últimas energias e rumei à linha de chegada. Pelo meu Garmin, conclui a prova em 1h56min, um tempo razoável e dentro das condições de dificuldade que esta Meia Maratona oferece aos seus participantes.
Apesar da quantidade de pessoas, a organização consegue dar conta do recado e proporciona uma bela prova tanto para quem vem a vencer, como para a maioria dos participantes que vem de todos os cantos admirarem as paisagens do Rio. A melhorar, só conseguir organizar a largada em ondas de ritmo e o Gatorade ser em sachê como na prova de julho. No mais, foi uma ótima corrida e festa a todos.
Última atualização em Domingo, 19 Agosto 2012 20:21
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Categoria: Atletismo Escrito por Ricardo Erlich
Depois de vários dias chuvosos na cidade maravilhosa, o domingo amanheceu nublado e gelado, suficiente para animar cerca de 600 corredores que participaram nesta manhã da Corrida do Cristo que teve sua largada na estrada do açude e chegada para os 100 primeiros aos pés da estátua do Cristo e os demais em frente ao antigo Hotel Paineiras.
Quem venceu a prova foi o atleta capixaba Valério de Souza Fabiano, que completou o percurso em 55 minutos e 18 segundos. Na chegada, ele chorou porque realizou um antigo sonho: conhecer o Cristo Redentor. "Estou muito emocionado. A vista daqui de cima é maravilhosa". Na categoria feminina, a vencedora foi à mineira Jéssica Ladeira, que concluiu a prova em 1 hora e 10 minutos. "Nunca imaginei vencer uma prova tão difícil".
E essa mesma dificuldade sentida pela vencedora da prova valeu para todos. Pelo fato de treinar por anos nos mais diversos percursos que a Floresta da Tijuca oferece, não tive muitas surpresas e sabia certinho onde eu deveria dosar o ritmo para chegar sem problemas no Cristo. Tanto que meus dois últimos treinos antes da corrida foram em parte mais difíceis da floresta e um que fui até o Recreio.
A largada atrasou poucos minutos. O Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro Dom Orani Tempesta rezou um Pai Nosso abençoando os atletas e seguida, foi realizado um minuto de silêncio para homenagear Ana Maria Niemeyer, filha do arquiteto Oscar Niemeyer, que morreu na última quarta-feira (dia 06) que sinceramente não percebi que aconteceu pela concentração que estava na hora.
Dado o aviso, partimos floresta adentro pegando uma subidinha mais forte de cara e rapidamente passamos pelo Museu do Açude, onde a subida tornou-se mais suave e constante. Com apenas um quilometro de prova, já havia o primeiro posto de hidratação e este poderia estar posicionado pelo menos mais um km a frente antes de vir a descida onde passamos pela Capela Mayrink e a cachoeira na Estrada do Cascatinha.
Após essa descida, chegou o momento de subir a Estrada do Redentor e um lugar que tenho diversas histórias com os miquinhos que habitam a região. Estes costumam ficar escondidos nos galhos das árvores e quando você menos espera, voa algum galho ou uma pedra na sua direção. A sorte que hoje eles não deram o ar da graça de sua presença e passamos ilesos vencendo nossas dificuldades.
Neste trecho, descobri que havia um turista baiano participando da prova e começamos a conversar. Pena que não perguntei o seu nome, mas espero que ele tenha completado a prova. Ao final, ele estava ofegante pela subida e não queria aceitar a sugestão de caminhar para retomar o ritmo, fundamental para quem treina em subida.
Ao nos aproximarmos da cancela que divide a estrada para quem vai para o Sumaré ou segue para o Cristo, aumentei meu ritmo e procurei fazer a descida o mais rápido possível e ver se conseguiria me encaixar entre os 100 primeiros que iriam subir até o Cristo. Nessa hora, muita gente vinha com grande velocidade e me ultrapassava e ficou a dúvida se seria capaz ou não.
E no Hotel Paineiras, mesmo chegando com o tempo de 1h18min, soube que os corredores já estavam ficando por lá. Nessa hora, fui obrigado a usar o meu trunfo que tinha ganhado na largada da assessoria de imprensa. Recebi uma pulseira que garantia a minha subida e lá fui eu encarando os staffs.
Uns não queriam permitir que eu seguisse, mesmo mostrando a pulseira e falando que era jornalista cobrindo a corrida. Mostrei firmeza e até queriam me indicar para seguir pelo estacionamento do Hotel Paineiras para desistir e eu percebi. Peguei o caminho certo e mais um staff tentou me impedir quase que como um segurança. Mas usei o mesmo argumento e então parti para os dois últimos quilômetros de prova.
Totalmente sozinho, a minha sensação era a de eu ser o último colocado. Ninguém a frente e nem atrás. Depois da descida que vim forte, sabia que este trecho por sua inclinação, teria uma boa caminhada. E revezando com um trote leve, consegui chegar a linha de chegada com mais 20 minutos, fechando a prova em 1h38. Foi então o momento para subir os 220 degraus e como bom troféu, tirar aquela foto tradicional aos pés de uma das sete maravilhas modernas do mundo.
Em termos de percurso, foi uma corrida bem desafiante e difícil. Mas a organização que pretende ano que vem tem que melhorar alguns aspectos da prova. O erro mais gritante foi à marcação de quilometragem da prova. Correndo com meu Garmin, as placas estavam mal posicionadas e não bateram com o relógio em nenhum momento. A diferença chegou a 1 km quando na placa indicava 12 km e na verdade se tinha 11,02km. Foi anunciado 16 km e na verdade deram 15,1km. Quem corre sem este relógio, perde totalmente a referência do ritmo que está levando.
Outros pontos que foi alvo da reclamação dos corredores foi o kit da prova, considerado fraco pelo preço pago. Alguns corredores pagaram a mais para recebê-lo em casa e por sedex chegou o ingresso para retirar no local.Outras reclamaçõe foram a hidratação com somente água a temperatura ambiente e também a limitação de 100 pessoas que tiveram acesso ao Cristo, alvo de frustação, mesmo constando no regulamento. Também o que estranhei foi não ver nas placas de quilometragem, na bolsa do kit e na medalha o nome dos patrocinadores e soube que houve dificuldade para sair do Hotel Paineiras com as vans que fizeram o transporte. As filas que não eram respeitadas e muitos optaram por descer correndo até o Silvestre ou Cosme Velho. Acredito que para melhorar, a sugestão é fazer uma parceria com o trenzinho que transporta os turistas para o Cristo e fazer as pessoas descerem por ele.
Aproveito também para sugerir caso na edição de 2013, ainda houver essa limitação de 100 corredores, se produza alguma medalha diferenciada.
Última atualização em Domingo, 10 Junho 2012 22:53
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