Categoria: Atletismo COM_CONTENT_PUBLISHED_DATE_ON Escrito por Ricardo Erlich Acessos: 304
Neste domingo (05) cerca de 6 mil corredores fizeram uma festa de pré-carnaval na região mais boêmio do Rio de Janeiro: a Lapa. Trata-se da quarta edição do Circuito Light Rio Antigo, que teve percursos de 5 e 10 km com largada e chegada em baixo dos famosos arcos da região.
Mesmo com o forte calor do verão, a festa começou cedo ao som de uma banda tocando chorinho ao vivo no palco principal, enquanto os atletas faziam o aquecimento e alongamento antes da prova. Antes da largada, foi-se respeitado um minuto de silêncio em prol das vítimas do desabamento dos três prédios na Avenida Treze de Maio.
E no final, José Saraiva venceu a prova nos 10 km, seguido por Thiago Martins e Adair José. Já no feminino, Gisele Barros ganhou seguida por Andrea Folegatti e Elizangela Thomas.
Sabendo que o percurso seria desafiante e sabendo que teria que vencer o forte calor, sabia que na minha estratégia de corrida eu deveria fazer o suficiente para completar a prova e não passar mal. Da corrida de São Sebastião para essa, não tive nenhum treino no sol forte e até peguei chuva na semana passada.
Consciente, sai bem cedinho de casa e aproveitei o ticket do metrô dado pela organização, chegando com tempo mais que suficiente para o alongamento e encontrar os amigos. Mais um pouco, nos direcionados para a largada embaixo dos arcos e aguardamos o grande momento.
Largamos e estávamos correndo pela Evaristo da Veiga passando em frente ao Teatro Municipal e seguindo adiante até entrar na Avenida Antônio Carlos e acontecer um uma situação bem perigosa. Havia diversos fotógrafos neste ponto clicando os corredores, quando um corredor desatento se atira na minha frente para aparecer diante da câmera. Por pouco não dei uma rasteira e derrubei o cara que logo pediu desculpa e segui adiante.
Mais adiante, no final da Rua Primeiro de Março, estava o ponto de bifurcação da corrida, aonde quem ia para os 5 km virava a direita e no meu caso a esquerda para o trecho mais difícil da prova, a temida Perimetral e o seu calor forte. Foi só subir para perceber que seria perrengue e vi que o ritmo que ia, se seguisse, quebraria muito rápido já que não há sombra neste pedaço.
Obrigado a diminuir o ritmo, segui bem tranquilo e preocupado em me manter hidratado. A minha tática ali foi sempre ter um copo de agua na mão ao longo do percurso e aproveitando a farta distribuição bem pensada da organização onde a cada 2 km podia-se pegar mais um copo.
Após vencer a Perimetral, foi o momento de correr por uma das principais avenidas da cidade, a Presidente Vargas passando pela igreja da Candelária e indo até a Praça da República, local onde foi feita a proclamação em 1889, onde tivemos uma sombra e comecei a voltar a aumentar a minha velocidade e tentar conseguir fazer um tempo razoável.
Mas foi entrar na Rua da Constituição e notar algo grave acontecendo nesta rua. Havia diversos grupos de pessoas caminhando juntas para completar a menor distância que não davam passagem a quem vinha correndo os 10 km e em ritmo forte, obrigando a fazer mais curvas que correr em linha reta.
Ainda tentei pedir para as pessoas serem mais conscientes e irem para o canto e fui obrigado a ouvir a falta de espirito esportivo delas me xingando e ainda me propondo a caminhar. Acredito que a organização possa numa próxima etapa dividir a pista com cone e fita, como feito na Perimetral para evitar esse travamento de fluxo, já que não eram poucos o que caminhavam.
Segui adiante passando pela Praça Tiradentes e ganhando a Republica do Paraguai, para então cruzar a linha de chegada que estava numa descida e pude me soltar e o cadarço do tênis do lado direito resolveu se soltar nessa hora. Nem quis saber de parar e cruzei a linha de chegada com o tempo de 52min me surpreendendo quanto ao desempenho.
Mas sabia que tinha algo de errado nesse tempo. Consultei o meu Garmin e notei uma diferença de cerca de 250m a menos. Mas como não estava atrás de recorde e sim aproveitar o percurso, relevei esse fato e completei mais uma prova para a coleção.
Dentre outras ocasiões da prova, vi minha amiga Helena Teixeira ter a sua estreia nas corridas e adorou muito. E mais uma vez, presenciei o Rafael Vitor e o Gil da Street Runners fazerem bonito chegando em quinto e sexto colocados respectivamente.
“Foi uma corrida difícil por causa do calor e da altimetria. A prova foi muito boa e teve muita hidratação. Segurei um pouquinho, mas fui forte no final” diz Rafael Vitor sobre o seu desempenho e resumindo como foi a prova. Ele completou a prova com 34 minutos.